Por que as pessoas têm medo de aranhas? Uma visão científica da aracnofobia.
ElenaVro•09/14/2025•4 min de leitura•Atualizado há 4 semanas

A aracnofobia — um medo irracional e intenso de aranhas — é um dos medos específicos mais comuns em humanos. Estima-se que entre 3% e 55% da população mundial tenha medo dessas pequenas criaturas de oito patas. Alguns sentem apenas desconforto, enquanto outros entram em pânico ao ver até mesmo uma aranha doméstica inofensiva. Por que isso acontece? Por que as aranhas, em particular, causam um medo tão intenso, embora a maioria delas não seja perigosa para os humanos?
A aracnofobia — um medo irracional e intenso de aranhas — é um dos medos específicos mais comuns em humanos. Estima-se que entre 3% e 55% da população mundial experimente diferentes graus de medo dessas pequenas criaturas de oito patas. Alguns sentem apenas desconforto, outros entram em pânico ao ver até mesmo uma aranha doméstica inofensiva. Por que isso acontece? Por que as aranhas, em particular, causam um medo tão intenso, embora a maioria delas não seja perigosa para os humanos?
1. Teoria evolutiva: sobrevivência através do medo
Uma das hipóteses mais convincentes explica a aracnofobia por razões evolutivas. De acordo com esta teoria, nossos ancestrais antigos que viviam em um ambiente onde aranhas venenosas (como escorpiões, viúvas negras ou karakurts) eram comuns sobreviviam melhor se temessem tais criaturas. O medo tornou-se uma reação adaptativa — evitar animais potencialmente perigosos aumentava as chances de sobrevivência.
Pesquisas mostram que mesmo bebês e crianças que nunca viram aranhas reagem mais rapidamente a imagens de aranhas do que a imagens de flores, cogumelos ou borboletas. Isso sugere que a percepção das aranhas como uma ameaça pode ser geneticamente programada em nós.
«Não temos medo de aranhas porque elas são perigosas — nós as consideramos perigosas porque temos medo delas», — observa o professor de psicologia Mark Eisenberg da Universidade da Califórnia.
2. Inesperado e imprevisível
As aranhas possuem uma série de características que provocam medo:
Movimento incomum: seus movimentos bruscos e intermitentes perturbam nosso modelo intuitivo de comportamento animal 'normal'.
Algumas pernas: criaturas de oito patas estão além da nossa experiência — humanos e a maioria dos animais têm duas ou quatro patas. Isso causa dissonância cognitiva.
Imprevisibilidade: aranhas podem aparecer de repente — no teto, no banheiro, nas roupas. A capacidade delas de «aparecer do nada» intensifica a sensação de vulnerabilidade.
Essas características ativam no cérebro o sistema de detecção de ameaças — especialmente a amígdala, responsável pelas emoções, incluindo o medo.
3. Influência cultural e social
O medo humano é frequentemente transmitido através da cultura e da aprendizagem social:
Em filmes, livros e mitos, as aranhas são retratadas como símbolos do mal, da morte, do mistério e da loucura (por exemplo, a
Pais com medo de aranhas transmitem involuntariamente esse medo aos filhos — através de sobressaltos, gritos, tentativas de destruir a aranha.
A mídia intensifica a imagem da aranha como uma 'criatura terrível', ignorando o fato de que existem mais de 48.000 espécies de aranhas no mundo, e apenas algumas centenas representam algum perigo para os humanos.
Assim, o medo muitas vezes não está ligado a uma ameaça real, mas é formado através de associações e estereótipos.
4. Reações fisiológicas: "efeito aranha"
Quando uma pessoa vê uma aranha, seu organismo pode instantaneamente ativar uma reação de defesa:
Frequência cardíaca aumentada
Aumento da pressão arterial
Hiperventilação (respiração rápida)
Estupor ou desejo de fugir
Esta reação é semelhante à que ocorre ao ver uma cobra — e, como mostraram os estudos, são esses dois objetos que mais frequentemente causam a reação fisiológica mais forte, mais do que, por exemplo, ratos, insetos ou mesmo armas.
Cientistas da Universidade de Leiden descobriram que o sistema visual humano é particularmente sensível a formas que se assemelham a aranhas — mesmo com baixo contraste e pouca luz, reconhecemos rapidamente seus contornos.
5. Aranhas como símbolo de "poluição" e "imundície"
Na psicologia, existe o conceito de «contaminação moral» — o medo de que algo possa nos «contaminar» não apenas fisicamente, mas também psicologicamente. Aranhas são frequentemente associadas à sujeira, poeira, lugares abandonados, lixo. Suas teias são algo que parece «invasivo», «desagradável», «antinatural» para o espaço humano.
Esta associação está profundamente enraizada na cultura: aranhas são
Como superar a aracnofobia?
Boas notícias: a aracnofobia é um dos medos mais tratáveis. A psicoterapia moderna utiliza:
Terapia de exposição— introdução gradual às aranhas (de imagens a espécimes vivos em um aquário).
Terapia cognitivo-comportamental (TCC)— alteração de crenças irracionais («todas as aranhas são venenosas», «elas rastejam sobre mim em meus sonhos»).
Realidade virtual— um mergulho seguro em situações simuladas com aranhas.
Muitos pacientes se livram completamente do medo após apenas algumas sessões.
Conclusão: o medo não é um inimigo, mas um legado
Ter medo de aranhas é normal. Não é fraqueza, mas sim o resultado de milhões de anos de evolução, cultura e neurobiologia. Mas é importante entender: a maioria das aranhas não são inimigas, mas sim criaturas úteis que controlam a população de mosquitos, moscas e outros insetos. Elas não querem picá-lo — elas só precisam viver.
O medo não é uma sentença. Ele pode ser compreendido, aceito e... superado. Talvez, um dia, você consiga observar calmamente uma aranha tecendo sua teia — e até pensar: 'Que lindo'.
«As aranhas não nos temem. Somos as únicas criaturas que as temem mais do que elas mesmas»— um pensamento filosófico que vale a pena considerar.
Fato interessante:
A maior aranha do mundo é atarântula-golias— tem uma envergadura de pernas de até 30 cm. Mas não é agressivo e não representa ameaça para os humanos. Sua picada é dolorosa como uma picada de abelha, mas não é fatal. Então, por que ainda gritamos e fugimos?
Porque o medo é mais velho que a razão.
E a compreensão é o seu melhor inimigo.
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🛒Ingredientes12 oz (340 g) de massa curta (como rotini, penne ou farfalle)1 xícara de tomates cereja, cortados ao meio1 xícara de queijo muçarela em cubos (ou 1 pote de 225g de pérolas de muçarela fresca)½ xícara de rodelas de pepperoni, cortadas ao meio ou em quartos½ xícara de cebola roxa, picada finamente½ xícara de azeitonas pretas fatiadas (Kalamata ou azeitonas maduras)¼ xícara de manjericão fresco picado¼ xícara de salsa fresca picadaPara o molho:¼ xícara de azeite extra virgem2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto1 colher de sopa de suco de limão (opcional, para dar brilho)1 colher de chá de mostarda Dijon1 dente de alho picado1 colher de chá de tempero italiano½ colher de chá de sal¼ colher de chá de pimenta do reinoPitada de flocos de pimenta vermelha (opcional)🥗InstruçõesCozinhe a massa: Leve uma panela grande com água salgada para ferver. Cozinhe a massa de acordo com as instruções da embalagem até ficar al dente. Escorra, enxágue em água fria para interromper o cozimento e deixe esfriar completamente.Faça o molho: Em uma tigela pequena, misture o azeite, o vinagre de vinho tinto, o suco de limão (se estiver usando), a mostarda Dijon, o alho, o tempero italiano, o sal, a pimenta e as flocos de pimenta vermelha até emulsionar.Combine os ingredientes: Em uma tigela grande, misture a massa fria, tomates cereja, mussarela, pepperoni, cebola roxa, azeitonas, manjericão e salsa.Tempere a salada: Despeje o molho sobre a mistura de massa e misture delicadamente até que tudo esteja uniformemente coberto.Resfrie e sirva: Cubra e refrigere por pelo menos1 hora(preferencialmente 2–3 horas) para deixar os sabores se fundirem. Mexa antes de servir.💡DicasFazer com antecedência: Esta salada fica ainda mais saborosa no dia seguinte! Guarde em um recipiente hermético por até 3 dias.Complementos: Experimente pimentões vermelhos assados, corações de alcachofra, salame ou tomates secos para um toque extra.Troca de queijo: Pérolas de mussarela fresca (bocconcini) mantêm a salada cremosa, mas provolone ou feta em cubos também funcionam bem.Sem glúten?Use sua massa sem glúten favorita — apenas certifique-se de que ela se mantenha bem quando refrigerada.

Sopa de Galinha Caseira com Macarrão
Sopa de Galinha Caseira com Macarrão
🛒Ingredientes1 cebola média picada2 colheres de sopa de manteiga2 cenouras médias, fatiadas com ¼ de polegada de espessura2 talos de aipo, fatiados com ¼ de polegada de espessura½ colher de chá de tempero para aves2 colheres de sopa de farinha de trigoSal e pimenta do reino moída na hora, a gosto6 xícaras de caldo de galinha1 folha de louro2 xícaras de macarrão de ovo cru*2 xícaras de frango cozido, desfiado ou em cubos2 colheres de sopa de salsa fresca picada👩🍳DireçõesPique a cebola. Aqueça a manteiga em uma panela grande de sopa em fogo médio. Adicione a cebola e cozinhe até começar a amolecer, de 2 a 3 minutos.Enquanto a cebola cozinha, corte a cenoura e o aipo em rodelas de ¼ de polegada de espessura. Adicione à panela e cozinhe por 2–3 minutos ou até a cebola ficar macia.Misture o tempero para aves, a farinha, o sal e a pimenta a gosto, e cozinhe por mais 1 minuto.Adicione o caldo e a folha de louro, aumente o fogo para médio-alto e deixe ferver. Misture o macarrão* e reduza o fogo para cozinhar em fogo baixo. Cozinhe até o macarrão ficar macio (isso pode variar de acordo com a marca), aproximadamente 7 minutos.Adicione o frango e cozinhe por mais 1 minuto ou até aquecer.Misture a salsa e retire a folha de louro antes de servir.💡Notas*Se usar um tipo diferente de macarrão (por exemplo, macarrão de ovo largo, massa ou sem glúten), ajuste o tempo de cozimento de acordo ou cozinhe separadamente e adicione no final para evitar cozinhar demais.Para um sabor mais rico, use caldo de galinha caseiro e frango assado. Frango assado que sobrou também funciona maravilhosamente. A sopa pode ser guardada na geladeira por até 3 dias, mas observe que o macarrão pode continuar a absorver o caldo — adicione um pouco de água ou caldo ao reaquecer.

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